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27-09-2022

Os Sistemas de Informação Geográfica - Passado e Futuro

Os Sistemas de Informação Geográfica - Passado e Futuro


A origem dos Sistemas de Informação Geográfica (SIG) confunde-se com a da Cartografia e com a Análise espacial. Os primeiros registos de adoção da vertente digital são na Europa e nos EUA e remonta à década de 60. O primeiro registo de SIG e ainda em funcionamento foi o Canadian Geographic Information System, em 1971. Há também registos de outras experiências desenvolvidas na Europa que foram contribuindo para uma nova revolução quantitativa na Geografia.


Em Portugal os primeiros projetos ocorreram no final da década de 60. Das várias iniciativas desenvolvidas merecem destaque: o Plano de Loures (primeiro estudo a recorrer a um sistema para a recolha, tratamento e cartografia de dados) e o Gabinete da Área de Sines (primeiro SIG concebido e mantido de forma prolongada).

 

Em meados da década de 80 (1986), um grupo de trabalho de especialistas propõe a criação do Sistema Nacional de Informação Geográfica. Em 1987, surge um projeto relevante na Direcção Geral da Qualidade do Ambiente que despertou a administração pública para a utilidade e importância dos SIG. Nesta altura também os Serviços Cartográficos do Exército acompanhavam esta evolução na área da cartografia automatizada.

 

Na década de 90, a temática está na moda. As potencialidades são imensas e assiste-se à germinação de múltiplos projetos e ao nascimento e crescimento exponencial de empresas a explorarem esta vertente.

 

Em 1994 estende-se este entusiasmo às autarquias que, a pouco e pouco, se foram apercebendo das potencialidades e vantagens dos SIG para a gestão municipal e para apoio na elaboração dos Planos Municipais de Ordenamento do Território. Desde então, os SIG têm servido de suporte para aplicações internas onde a localização, caracterização e interligação de elementos são fundamentais para uma melhor gestão dos recursos municipais.

 

Do ponto de vista do ensino formal, só no final da década de 90 é que se assiste ao despertar do interesse por porte das universidades, numa fase em que a temática já está totalmente disseminada.

 

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Entretanto, na transição do século, assiste-se à World Wide Web que trespassou a sociedade e revolucionou a circulação da informação geográfica e, ainda mal refeitos desta, poucos anos depois fomos atingidos por uma nova revolução: a da mobilidade.

 

Quanto ao futuro… Os recentes avanços tecnológicos são impressionantes e estão a acontecer em catadupa: ao nível do 3D, realidades mistas (AR e VR), Digital Twins, 5G, Cloud, Internet of Things, Big Data, Data Analytics, Inteligência Artificial e Machine Learning. Todo este recente avanço tecnológico está a reunir as condições para ampliar a exploração de todo o potencial associado aos SIG e a duas temáticas que estão na moda – o metaverso e as cidades inteligentes.

 

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Nos próximos anos iremos assistir a um novo ciclo que se prevê revolucionário em muitos domínios. A conjugação destes conceitos com o rápido desenvolvimento de hardware, nanotecnologia, software e tecnologia de rede, telecomunicações, vai moldar de forma significativa o mundo dos negócios, atividades industriais e os nossos estilos de vida pessoais e sociais.

 

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